Velódromo recebe seu primeiro Mundial de Paraciclismo

Velódromo recebe seu primeiro Mundial de Paraciclismo

Palco de 33 recordes batidos nos Jogos Rio 2016, o Velódromo do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, recebe a partir desta quinta-feira (22/03), o Mundial de Paraciclismo de Pista 2018. A competição, que vai até 25 de março, reúne 222 paratletas de 30 países e tem entrada gratuita para a população. Durante discurso de abertura do evento e, representando o ministro do Esporte Leonardo Picciani, o presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), Paulo Márcio Dias Mello, destacou que a estrutura está de portas abertas para treinos de alto rendimento.

“A disputa nesse mundial é por vagas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020. Então quero convidar os atletas para treinarem para o próximo ciclo olímpico. E estamos dispostos a colaborar para que esses treinamentos ocorram aqui”, disse ele, ao lembrar da satisfação em ceder o equipamento olímpico para sediar o evento.

O presidente da AGLO ainda lembrou da superação na recuperação da cobertura do velódromo, que sofreu dois incêndios provocados por quedas de balões no ano passado.

“Por todas as dificuldades que encontramos decorrentes dessas fatalidades, o velódromo tem um valor especial para gente. Porque foi com muito custo e dedicação que conseguimos recuperar a cobertura que sofreu danos causados por atitudes criminosas”, condenou Dias Mello.

Presente na abertura do mundial, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, também elogiou o esforço da autarquia na recuperação da estrutura olímpica.

“Voltar aqui em um momento como esse me traz grande alegria, especialmente por recordar as excelentes lembranças jogos do Brasil e, principalmente, por presenciar a materialização do Legado Olímpico. E isso só está sendo possível pelo trabalho do Ministério do Esporte sob a liderança do [ministro] Picciani e por todo trabalho da Aglo.   E por todo esse feito, sabemos da resiliência que tiveram depois dos incidentes nesse velódromo, para voltar a receber eventos em tão curto espaço de tempo e viabilizar estrutura para este grande campeonato”, completou Conrado.

Com 11 competidores, o Brasil entra na disputa com a maior delegação do país em um Mundial de Paraciclismo de Pista. Marcelo Andrade (tandem) e Marcos Novello (piloto), Carlos Alberto Soares (classe C1), Victor Herling (classe C2), Fábio Lucato (classe C3), Johnatan Mineiro (classe C5), Lauro Chaman (classe C5), Soelito Gohr (classe C5), Marcia Fanhani (classe B – tandem), Taise Benato (piloto), e Telma Aparecida Bueno (classe C5) vão em busca de resultados que garantam a presença da delegação nos Jogos Paralímpicos do Japão. Já o presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), José Luis Vansconcellos, foi só elogios ao desenvolvimento dos paratletas brasileiros.

 

“É uma alegria ver como vocês vêm atuando no desenvolvimento do paraciclismo brasileiro, nos orgulhando dos resultados expressivos. Tenho certeza de que este ano não será diferente e que caminharemos rumo à Tóquio para fazer história”, comemorou.

Vice-presidente da União Ciclística Internacional (UCI) – que chancelou a realização do mundial; José Manoel Pelaez aposta que todos sentirão “calafrios de emoção” durante a competição, avaliada como o primeiro grande evento esportivo desde a ‘Rio 2016’. Depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a AGLO cedeu o centro do velódromo para competições de outras modalidades, a exemplo de Karatê e Jiu-jitsu. Além disso, os atletas brasileiros de alto rendimento também vinham treinando na pista, enquanto crianças de comunidades carentes aproveitavam para experimentar a modalidade através de um projeto social desenvolvido em parceria com a Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj). Pelaez também lembrou do valor da competição.

“Esse campeonato também é importante para nossa disputa no próximo mês, na ‘Volta de Ouro’ australiana”, finalizou ele, ao declarar aberto oficialmente o campeonato mundial de paraciclismo.

Ao todo, serão distribuídas 114 medalhas nos quatro dias de Mundial. A expectativa da AGLO é que cerca de 1 mil fãs de pista de velocidade passem diariamente pelo Velódromo para prestigiar o campeonato, que tem chancela e co-organização da União Ciclística Internacional (UCI).

Por Lílian Dias

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