Lauro Chaman conquista sua terceira medalha no Legado Olímpico

Lauro Chaman conquista sua terceira medalha no Legado Olímpico

O brasileiro Lauro Chaman foi o campeão na categoria Scratch 15km C4-5 do Mundial de Paraciclismo ao superar, na pista considerada a mais rápida do mundo, o australiano Alistair Donohoe. Foi a terceira medalha do ciclista, após os Jogos Rio 2016, no legado olímpico, e a quarta no Velódromo do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro. No Rio Bike Fest, em 2017, ele conquistou a medalha de ouro nas provas perseguição individual e 1km contrarrelógio. Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Chaman conquistou, respectivamente, a medalha de bronze na Ominuim categoria elite e a quarta colocação na perseguição individual

“A gente começou o campeonato mundial devendo, mas conseguimos o ouro. Eu sabia que a prova que eu teria mais chance seria o Scratch, por ser uma prova mais longa. Eu e meu companheiro de equipe Soelito Gohr, que me auxiliou na estratégia traçada pelos meus treinadores, conseguimos fazer uma boa corrida. Eu já me sentia realizado depois da Rio 2016, mas agora acho que a realização chega ao máximo. Agradecemos o Ministério do Esporte, a AGLO e a Confederação Brasileira de Ciclismo por tudo que fez pela gente”, disse emocionado Chaman, que contou com o apoio da família e do público na arquibancada.

O Primeiro Mundial de Paraciclismo de Pista emocionou paratletas e público que compareceram ao Velódromo do Rio no último domingo (25.03.2018). O campeonato teve cinco recordes mundiais quebrados e deu início à disputa pelas vagas aos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020.

O Velódromo do Rio recebeu 222 paraciclistas de 30 países, com mais de 48 medalhistas paralímpicos. A organização do Mundial de Paraciclismo de Pista arrancou elogios das delegações internacionais, surgiram novos atletas e recordes mundiais caíram. A Grã-Bretanha liderou o quadro de medalhas do Mundial com 11 ouros, quatro pratas e três bronzes.

“Todo mundo ficou satisfeito com a estrutura que vimos aqui no Velódromo. Os países elogiaram o nível da competição e organização. É o primeiro mundial no Velódromo, durante o legado olímpico. Isso é gratificante”, enalteceu Edilson Tubiba, organizador do evento.

O Mundial recebeu também a visita do Ministro do Esporte, Leonardo Picciani, ciclista e incentivador de esportes de alto rendimento e projetos de inclusão social no Parque Olímpico da Barra.

O presidente da AGLO, Paulo Márcio Dias Mello, também destacou a importância da realização do Mundial de Paraciclismo no Velódromo. “Temos muito o que comemorar no Velódromo. A AGLO comemora um ano no dia 29 de março e realizar o primeiro Mundial de Paraciclismo é um presente para os atletas, público e equipe. O Velódromo também é aproveitado para outras modalidades esportivas e projetos de inclusão social. A partir de agora, já negociamos com a Confederação Brasileira de Ciclismo, que trará toda a seleção para treinar aqui com a gente”.

 

Por Graciela Vizzotto / Foto: Francisco Medeiros

 

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